terça-feira, 17 de novembro de 2015

Refrigerante diet pode aumentar risco de ataque cardíaco, diz estudo


Os efeitos do refrigerante diet no corpo podem aumentar os riscos de ataque cardíaco, de acordo com pesquisa do farmacêutico sueco Niraj Naik. O pesquisador estudou toda a ação da bebida no organismo, desde o primeiro gole até mais de uma hora dentro do estômago.

Segundo ele, o ácido fosfórico da bebida ataca o esmalte do dente, os adoçantes artificiais causam o ganho de peso, porque fazem com que o corpo acumule gordura.

O estudo foi realizado no Instituto Karolisnka, na Suécia, e envolveu mais de 42 mil homens por 12 anos. A pesquisa descobriu que homens que consumiram mais de duas latas de refrigerante por dia aumentaram o risco de doenças cardíacas em 23%.

As bebidas diet já foram relacionadas à pressão alta, diabetes, derrame e obesidade. Por isso, o pesquisador diz que já esperava esse resultado, quando analisada a interferência da bebida na saúde do coração.

O pesquisador ressalta que não há diferença entre produtos adoçados artificialmente e outros com açúcar natural.

O diretor-geral da Associação Britânica de Bebidas, Gavin Partington, acredita que não seja possível associar as bebidas diet a doenças do coração.

— As doenças coronárias estão diretamente ligadas a maus hábitos alimentares e falta de exercício físico, sem falar na questão genética. Culpar as bebidas diet não é correto.

Matéria publicada no site Portal R7

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Um minuto e 40 segundos de atividade física podem mudar a vida


Um minuto e 40 segundos de atividade física a cada meia hora. Parece pouco, mas os pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, defendem que pode fazer a diferença e trazer benefícios para a saúde.

O tempo dedicado ao exercício físico não é tudo. É essencial quebrar o ciclo de imobilidade a que sujeitamos o corpo.

Desde a década de 1950 aumentou muito o tempo que dedicamos a atividades sedentárias: trabalhamos mais tempo sentados a uma secretária, vemos mais televisão sentados no sofá. Aqueles que conseguem, vão ao ginásio, para combater o sedentarismo e as nove, dez, onze horas que passamos sentados. Mas será que chega? E que tal se ao longo do dia nos levantássemos mais vezes para fazer um pouco de exercício, não deixando o corpo acumular horas seguidas de inatividade?

Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition demonstra que esta pode ser uma opção que faz muito sentido como adjuvante do exercício que já faz (ou devia fazer): os conhecidos 150 minutos por semana, no mínimo, de atividade física intensa a moderada que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda para adultos. Um minuto e 40 segundos de atividade física a cada meia hora. Parece pouco, mas os investigadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, defendem que pode fazer a diferença e trazer benefícios para a saúde.

O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos sobre glicemia, insulinémia e lipidémia pós-prandiais de três comportamentos diferentes: um comportamento sedentário prolongado de nove horas; a realização de atividade física durante trinta minutos, seguida de comportamento sedentário; e pausas regulares, com atividade física de 1 minuto e 40 segundos a cada meia hora de comportamento sedentário. Resultado: estes últimos apresentaram níveis mais baixos de açúcar e insulina pós-prandial (após refeições) no sangue. Valores que, quando elevados, são sinais de aviso para a diabetes tipo dois e um fator de risco para doenças cerebrovasculares.

ANDAR
Invente todas as desculpas possíveis para se levantar da secretária de meia em meia hora e andar um pouco. A sua circulação agradece e está a somar passos para atingir a meta dos dez mil que deve dar por dia.

RODAR
À secretária, a maioria das articulações do corpo fica parada durante horas seguidas. Mexa-as: rode pulsos, tornozelos, ossos da bacia, braços e cabeça.

ALONGAR
Os alongamentos são essenciais para combater dores posturais. Para os fazer, basta esticar-se lentamente e manter um pouco essa posição.

TONIFICAR
Mesmo sentado pode fazer exercícios de fortalecimento muscular, como levantar as pernas do chão e mantê-las algum tempo esticadas.

RELAXAR
Enquanto anda, aproveite para fazer algum relaxamento. Por exemplo, com os braços ao longo do tronco, sacuda as mãos. E respire pausadamente.


Matéria publicada no site Notícias Magazine

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Água com gás faz mal?


Quase tudo que se diz sobre a água com gás não se sustenta cientificamente. Se você já ouviu, por exemplo, que o consumo do líquido prejudica a saúde óssea, o vice-presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia, Gustavo Lamego, afirma que essa relação não se sustenta na literatura médica.

O verão bate à porta e é preciso atenção redobrada com a hidratação do organismo. Assim como a natural, a água gasosa não tem caloria e pode ser uma alternativa mais refrescante nos dias quentes
“Para quem come por ansiedade, a água com gás gera uma plenitude gástrica que pode ajudar a diminuir o apetite e a sensação de fome” – Lúcia Flávia Carpilovsk, nutróloga.

Quase tudo que se diz sobre a água com gás não se sustenta cientificamente. Se você já ouviu, por exemplo, que o consumo do líquido prejudica a saúde óssea, o vice-presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia, Gustavo Lamego, afirma que essa relação não se sustenta na literatura médica. Geralmente comparada aos refrigerantes, em razão da presença do dióxido de carbono, característica comum às duas bebidas, é aí que está a raiz das muitas informações equivocadas disseminadas popularmente. “A água com gás passa por um processo industrial igual ao dos refrigerantes para a retirada do oxigênio e o acréscimo de gás carbônico, um tipo de ácido fraco. É esse processo que a deixa borbulhante e efervescente”, afirma a nutróloga e endocrinologista Alice Amaral. As semelhanças param por aí. Segundo a especialista, a água com gás é uma bebida sem caloria, assim como a natural, e ambas hidratam o corpo da mesma forma.

A recomendação clássica do consumo diário de água é de dois litros ou oito copos. Como o corpo humano é quase 70% água, é muito importante mantê-lo hidratado para o bom funcionamento do organismo. Se a aparência da urina está mais escura do que o usual, nas cores amarelo-escuro, âmbar ou mel, pode ser um sinal de desidratação. A água ingerida durante o dia tem relação direta com a concentração urinária. Assim, quando a quantidade consumida é a correta, a urina fica bem diluída e com a cor amarelo-claro.

No entanto, apesar de existir um parâmetro indicado, o consumo ideal de água vai variar de pessoa para pessoa e de acordo com o clima. Quem vive em países mais quentes precisa de mais água. Quem pratica atividade física e, portanto, perde água na transpiração também precisa ser mais cuidadoso e tomar mais do que oito copos por dia. O corpo do idoso também é naturalmente mais desidratado que o de um adulto. Portanto, quem já passou dos 60 anos precisa redobrar a atenção com a hidratação. Para se ter como uma segunda referência, Alice Amaral recomenda, no mínimo, um litro de água por dia a cada 35 quilos de peso corporal. “Uma pessoa de 105 quilos deve tomar três litros de água por dia”, ilustra. E para quem tem dificuldade em atingir a meta diária, uma dica é usar algum aplicativo para celular que emita avisos sonoros e avise a hora de beber água.

Para Alice Amaral, a importância da água para a saúde é tão significativa que a hidratação deveria ser uma preocupação inicial em qualquer consulta médica. “No entanto, é difícil um paciente ir a um especialista e o médico abordar esse assunto. A hidratação está subentendida, mas sabemos que essa não é uma preocupação de todas as pessoas. Tanto é que há quem diga que não gosta de água”, pondera. É nesse ponto que a médica considera a água com gás uma opção interessante, já que, pela presença do gás, tem um efeito mais refrescante, ponto positivo principalmente nos dias quentes.

Endocrinologista do Hospital Adventista Silvestre, Lúcia Flávia Carpilovsky confirma que a água com gás é uma opção saudável, como a que sai do filtro, e também pode ser priorizada na hidratação. Isso porque mesmo os sucos naturais sem adição de açúcar têm os seus poréns. “Além de o suco natural ter caloria, ele deve ser consumido com moderação por quem tem diabetes. Já a água é uma bebida livre de contraindicação. A única exceção é a pessoa com algum problema renal grave de restrição hídrica”, afirma.

Dessa forma, para quem não é muito fã de beber água, a gaseificada pode, sim, substituir a comum, só não pode ser a única fonte de hidratação do dia. “Em excesso, a água com gás pode irritar a mucosa do estômago de pessoas predispostas a problemas gastrointestinais”, explica.

SACIEDADE

Um ponto positivo da água com gás como alternativa à hidratação é a sensação de saciedade provocada pela bebida. Isso porque, de acordo com o nutrólogo José Alves Lara Neto, ocorre uma distensão provisória da musculatura lisa do estômago. Para Lúcia Flávia Carpilovsky, esse aspecto pode ser interessante para quem deseja emagrecer. “Para quem come por ansiedade, a água com gás gera uma plenitude gástrica que pode ajudar a diminuir o apetite e a sensação de fome”, diz.


A especialista afirma também que já se chegou a acreditar que a água com gás ajudava a acelerar o processo digestivo e a bebida era, inclusive, utilizada por pessoas com algum distúrbio gástrico. No entanto, ela não deve ser usada como alternativa aos remédios para azia e má digestão, porque não vai melhorar os sintomas. “A sensação inicial é uma coisa, mas ela não vai perdurar”, pondera.

A nutróloga Alice Amaral concorda e diz que qualquer problema de digestão deve ser tratado como assunto de saúde e o recomendado é procurar um especialista. “O que ocorre é que a água com gás favorece a eructação (arroto), que dá uma sensação de alívio, porque diminui a pressão do abdômen. No entanto, quem sofre com azia ou má digestão é quem não está se alimentando bem. E não adianta comer mal, usar a água com gás para ‘tapar o sol com a peneira’ e criar uma cascata de problemas”, afirma.

Outro mito em relação à água com gás é que ela favoreceria o aparecimento da celulite. Novamente, essa ideia está sustentada na falsa comparação que se faz entre a bebida e os refrigerantes. “Os alimentos ricos em açúcar, como são os refrigerantes e os sucos de caixinha, é que são os responsáveis por esse problema estético”, esclarece Lúcia Flávia Carpilovsky.

Para Alice Amaral, o ponto positivo da água com gás é que ela limpa as papilas gustativas, realçando o sabor do alimento e aumentando a sensação de prazer. “Tomar um pouco de água com gás antes do vinho ou do café acentua o sabor do que se está experimentando”, observa. Já para José Alves Lara Neto, é importante dizer que, “tirando a sensação do prazer, a água com gás não tem nenhum benefício extra para a saúde, se comparada à natural”.

Todos os especialistas são unânimes ao afirmar que os refrigerantes não devem substituir a água para matar a sede. Em relação à água com gás aromatizada, a recomendação é que se opte pela bebida apenas se, na composição, não houver adição de açúcar. No caso de crianças, essa recomendação é ainda mais séria. “Até os 3 anos, não é recomendado oferecer açúcar às crianças, porque aumenta a chance de meninos e meninas crescerem com uma necessidade maior desse alimento. Nessa fase, o único açúcar que deve ser consumido é o que vem da fruta. Ou seja, nada de refrigerante”, alerta a nutróloga.

A sugestão dos especialistas em relação à água com gás para as crianças é não oferecer a opção gaseificada como alternativa à natural, já que é importante que, ainda na infância, se adquira o hábito e gosto pela água. “A natural é sempre melhor”, afirma a médica.

EMBALAGENS

A nutróloga Alice Amaral sugere aos adeptos da água com gás que deem preferência às embalagens de vidro, apesar de estarem cada vez mais raras. A especialista reforça que as de plástico contêm bisfenol A, substância que pode ser liberada pelo aquecimento da temperatura. “No próprio transporte do produto, por carreta ou caminhão, o sol aquece essa garrafa, que vai liberar o bisfenol A. Essa substância age como disruptor endócrino, desregularizando o sistema hormonal e favorecendo, por exemplo, o desenvolvimento de câncer de mama e de próstata. Também não se deve deixar garrafinha de plástico dentro do carro”, explica.


Para ser considerada água mineral, é necessário o mínimo de 500mg de minerais por litro de água e a água com gás pode ou não ser enriquecida por minerais. A água natural com gás é também chamada água carbonatada, ou seja, é aquela gaseificada naturalmente, que sai assim direto da fonte. Segundo Alice Amaral, é difícil envasar a carbonatada para comercialização, porque o dióxido de carbono se perde no processo de engarrafamento.

Matéria publicada no site Saúde Plena

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Periodização do treinamento busca equilíbrio ideal entre atividade física e rendimento



Os benefícios dos programas de treinamento têm sido estudados com o auxílio da ciência desde o século passado. Na medida em que as exigências físicas das diferentes modalidades evoluem, a busca pela melhora do rendimento e otimização da performance se torna quase uma obsessão.

O risco que se corre é o chamado “exagero da dose” com consequente prejuízo do desempenho pelo excesso de treinamento. Este quadro sempre preocupa, desde o atleta de elite até o atleta amador, que busca a melhora do desempenho com o aumento muitas vezes mal programado da carga de treinamento.

A área das ciências do esporte que aborda este tema é a chamada periodização do treinamento, que, em poucas palavras, busca o equilíbrio ideal entre treinamento e performance nas diferentes fases de uma temporada. Para termos uma ideia simplificada deste tema, podemos analisar o gráfico abaixo que procura exemplificar de forma didática o que se entende por periodização do treinamento.

Abaixo são analisadas três variáveis: aptidão física, fadiga e performance. A aptidão física representa o quanto os sistemas fisiológicos estão capacitados a produzir energia, na dependência do tipo de solicitação física. A fadiga representa o impacto da carga de treinamento nos diferentes indicadores fisiológicos, e que certamente vai prejudicar o desempenho. A performance é sempre o resultado da interação entre a aptidão física e a fadiga, e reflete o resultado prático em termos de desempenho físico.

Na FASE 1, temos o momento do início de uma temporada, no qual as variáveis estão “zeradas”.
Na FASE 2, uma situação na qual a carga de treinamento é intensa, como em uma pré-temporada, e o resultado é a rápida elevação do índice de fadiga, com melhora moderada da aptidão física, mas um aumento muito pouco significante da performance.
Na FASE 3, a adaptação à carga de treino diminui o índice de fadiga e melhora ainda mais a aptidão física, resultando em boa melhora da performance.
Na FASE 4, temos a situação ideal. Com a diminuição da carga de treino, a fadiga cai sensivelmente, e apesar de existir até uma eventual redução da aptidão física, a performance atinge seu pico, proporcionando o melhor desempenho físico. Esta é a situação que se busca para o melhor resultado durante uma temporada.

O desafio dos atletas amadores e profissionais é adequar ciclos como esse ao longo de uma temporada para obter vários momentos de pico de desempenho.

Por TURÍBIO BARROS –  Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. Foi membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros www.drturibio.com

Matéria publicada no site Globo.com


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Você já ouviu falar que exercício vicia?



Algumas pessoas realmente são viciadas em atividade física. Esta dependência causada pelo exercício é atribuída às concentrações elevadas de endorfina produzidas por determinados exercícios.

Muitas pessoas se sentem irritadas, ansiosas, depressivas e com péssimo humor quando deixam de fazer exercícios físicos.

Endorfina é uma substância natural produzida pelo cérebro durante uma atividade física que regula a emoção e a percepção da dor, ajudando a relaxar e gerando bem estar e prazer. A endorfina é considerada um analgésico natural, reduzindo o estresse e a ansiedade, aliviando as tensões e sendo até recomendado no tratamento de depressões leves.

Há pessoas que não gostam tanto do exercício, mas da sensação de bem estar de tê-los feito. Assim sendo, a liberação de endorfina que gera a sensação de bem estar, provoca esse estado de plenitude que experimenta o praticante regular de atividade física.

Mas esta liberação de endorfina depende das características da atividade física que estamos praticando. Entretanto, como se trata de um mecanismo provocado pela adaptação do corpo ao exercício, ela vai sendo liberada gradualmente desde o início da atividade.

Em determinado momento, porém, atinge um limiar de produção que a torna perceptível e surge a sensação de bem-estar que persiste mesmo depois de terminado o exercício.

Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação. Outros estudos observaram aumento das dosagens desse hormônio até 72 horas após o exercício.

A intensidade e a duração do exercício parecem ser responsáveis pela concentração de endorfina no sangue.

Não existe um tempo de exercício pré-determinado a partir do qual a endorfina começa a ser liberada mais intensamente. Estudos, demonstraram que tanto exercícios aeróbios quanto anaeróbios podem provocar um aumento de sua concentração.

Desta forma, se torna importante fazer uma avaliação física antes de iniciar os exercícios, para que você conheça o seu nível de condicionamento físico bem como limiares aeróbio e anaeróbio, e possa trabalhar de forma correta e segura.

Por Juliana de Souza Bueno

Matéria publicada no site JE Online



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Suco de beterraba aumenta a força muscular e combate a hipertensão


A beterraba possui inúmeros benefícios para a nossa saúde, ela surpreendeu o mundo ao descobrir que uma de suas proteínas, a hemoglobina vegetal, poderia substituir o sangue humano. Essa pesquisa sueca trouxe grande esperança para que, em um futuro próximo, possamos usar o “sangue vegetal“ em transfusões sanguíneas.

O Óxido Nítrico (ON) é uma importante molécula presente nas células do nosso corpo. Ele é produzido pelo próprio organismo a partir da oxidação do aminoácido L-arginina. De fato, o organismo é capaz de sintetizar sozinho o ON quando não existem deficiência nutricional de aminoácidos.

Além da produção endógena é possível também aumentar os níveis de ON através do consumo do suco de beterraba ou suplementação com o nitrato. Quando bebemos o suco de beterraba, por exemplo, absorvemos inicialmente o nitrato pela mucosa da boca e pelo estômago. Ele então é carregado até os músculos onde é estocado na forma inativa de nitrito.

Mas o que é e para que serve o Nitrato?

O Nitrato é um ânion inorgânico que pode ser obtido na dieta através do consumo de vegetais como o espinafre, o alface, a rúcula e, principalmente, a beterraba. Uma das funções fundamentais do Nitrato presente na beterraba é aumentar os níveis de ON nas células do organismo. O ON por sua vez é o responsável pela vaso-dilatação dos vasos sanguíneos o que aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos e diminui a pressão arterial sistêmica o que facilita o trabalho do nosso coração. Mas o Nitrato tem se mostrado ser muito mais do que isso, estudo recente publicado no Journal do American College of Sports Medicine mostra que, além de aumentar o fluxo de sangue nos músculos, o consumo do suco de beterraba pode aumentar isoladamente o poder de contração dos músculos.

Como o consumo do suco de beterraba pode aumentar a força dos músculos?

Durante o exercício físico ocorre um aumento de fluxo sanguíneo pelos músculos, isso acontece para que os nutrientes (oxigênio e glicose) cheguem rapidamente aos miócitos (células musculares). Além disso, a formação de energia (ATP) pelos miócitos faz com que a produção de gás carbônico (CO2) aumente consideravelmente nos músculos levando a consequente diminuição do PH, ou seja, as células musculares ficam mais ácidas. Essa acidez estimula a conversão Nitrito -> Nitrato -> ON que atua diretamente nos capilares sanguíneos musculares fazendo vaso-dilatação, o que aumenta o aporte de oxigênio e de glicose para os miócitos. Além desse efeito o ON comprovadamente atua diretamente nos miócitos aumentando o influxo de cálcio e a ação mitocondrial, ou seja, ocorre maior produção da ATP e a eficiência muscular é maior.

Beber suco de beterraba então aumenta a performance esportiva?

A maioria dos suplementos alimentares para o pré-treino são feitos a base de vaso-dilatadores arteriais sendo o mesmo ou similar mecanismo pelo qual atua o nitrato do suco de beterraba. Será então que tomar suco de beterraba ajuda no treino? Sim, o estudo de Bailey et al (2009) mostra uma melhora significativa no VO2 máximo (consumo máximo de oxigênio) de ciclistas amadores em até 10%. No entanto, esse benefício não foi observado em ciclistas profissionais como mostra os estudo de Bescos et al (2011). Mas, um estudo grande recente de Wylie et al (2013) mostrou que com a suplementação de nitrato houve um aumento da tolerância ao esforço de até 25% em ciclistas e maratonistas, amadores e profissionais, além de um aumento no VO2 de pelo menos 3%.

Por que o suco de beterraba é bom para o coração e como ele combate a hipertensão?

A hipertensão arterial é uma das doenças mais prevalentes do mundo e extremamente silenciosa. Seu tratamento se baseia em uma série de medicações e, principalmente, na mudança dos hábitos de vida com exercícios físicos e uma dieta equilibrada. De fato, mudar o estilo de vida pode diminuir a necessidade de medicamentos e até fazer com que a doença regrida. Um estudo muito recente de Kapil et al (2015) mostrou o incrível resultado de que o consumo de apenas um copo de 250ml de suco ou uma sopa de beterraba por dia diminui muito a pressão sistólica e diastólica de pacientes hipertensos devido a vaso-dilatação periférica. Um dos grandes problemas a hipertensão arterial é a sobrecarga cardíaca, nos pacientes não tratados as conseqüências podem ser terríveis cursando com quadros de insuficiência cardíaca e infarto agudo do miocárdio. Não há dúvidas de que o consumo do suco de beterraba diminui a pressão arterial o que facilita o trabalho do coração seja em hipertensos ou pessoas saudáveis.

Então afinal quanto eu devo tomar o suco de beterraba para ter esses benefícios?

O recomendado pelo American Heart Association para hipertensos é o consumo de 250ml de suco ou sopa de beterraba por dia. Para atletas a ingestão de 250ml do suco no pré-treino, 30 minutos antes, é capaz de aumentar a força de contração muscular e o consumo de oxigênio como mostram os estudos. O importante é ter equilíbrio na alimentação, não apenas o suco de beterraba mas outros vegetais podem gerar os mesmos benefícios como o espinafre, o alface e a rúcula. Agora a escolha é com você!

Referências

1 – Porcelli et al. Aerobic Fitness Affects the Exercise Performance Responses to Nitrate Supplementation. 2014. Med Sci in Sports Exerc. Vol 47 / Número 8 (1643-1651). American College of Sports Medicine
2 – Bailey et al. Dietary nitrate supplementation reduces the O2 cost of low-intensity exercise and enhances tolerance to high-intensity exercise in humans. 2009 J Appl Physiol 107(4):1144-55.
3 – Brescos et al. Acute Administration of inorganic nitrate reduces VO2peak in endurance athletes. 2011. Med Sci in Sports Exerc Vol 43 / Número 10 (1979-1986). American College of Sports Medicine
4 – Wylie et al. Dietary Nitrate Supplementation and Exercise Performance. 2014. Sports Medicine, Volume 44, Issue 1, (35-45).
5 – Haider et al. Nitrate Supplementation Enhances the Contractile Properties of Human Skeletal Muscle. 2013. Med Sci in Sports Exerc Vol 46 / Número 12 (2234-2264). American College of Sports Medicine
6 – Boorsma et al. Beetroot Juice Supplementation Does Not Improve Performance of Elite 1500m runners. 2013. Med Sci in Sports Exerc Vol 46 / Número 12 (2326-2332). American College of Sports Medicine.
7 – Kapil et al. Dietary Nitrate Provides Sustained Blood Pressure Lowering in Hypertensive Patients. A Randomized, Phase 2, Double-Blind, Placebo-Controlled Study. 2015 Hypertension. 65 (320-327).

GUILHERME RENKE- Médico pela Universidade Estácio de Sá, com pós-graduação em Cardiologia pelo Instituto Nacional de Cardiologia INCL RJ e Endocrinologia pela IPEMED. Membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, Membro do American College of Sports Medicine, Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Membro do Departamento de Ergometria e Reabilitação da SBC.

Matéria publicada no site Globo.com

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Alzheimer e Parkinson podem afetar quem tem menos de 50


Apesar de raros, os casos de problemas neurológicos como as doenças de Alzheimer e Parkinson podem afetar pessoas com menos de 50 anos de idade. Nesta faixa etária, a condição genética tem papel determinante e o diagnóstico precoce é fundamental pra qualidade de vida do paciente.

Paulo descobriu que estava com Parkinson aos 30 anos. “Diagnóstico precoce só traz benefícios”, diz Marina.

Apesar de raros, os casos de problemas neurológicos como as doenças de Alzheimer e Parkinson podem afetar pessoas com menos de 50 anos de idade. Nesta faixa etária, a condição genética tem papel determinante e o diagnóstico precoce é fundamental pra qualidade de vida do paciente.

As duas doenças ocorrem pelo acúmulo de proteínas em diferentes áreas do cérebro, que causam a morte dos neurônios e reações degenerativas. Apesar dos estudos avançados sobre os problemas, pouco se sabe sobre o que causa este acúmulo de proteínas.

Com o paciente Paulo Rodrigo da Silva, a manifestação do parkisionismo aconteceu aos 30 anos de idade, possivelmente pela ingestão de medicamentos fortes pro tratamento da depressão. Após os primeiros sintomas de tremores, ele procurou uma unidade de saúde e o diagnóstico foi determinado um ano depois. Desde 2013 Paulo faz tratamento na Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo.

“O diagnóstico é clínico, da vivência dos sintomas. Não temos um exame que diga exatamente que é Parkinson”, explica a neurologista Marina Farah. Nos casos de pacientes jovens, a médica afirma que o problema tem uma progressão mais lenta, mas os sintomas ficam mais graves com o passar do tempo, devido à evolução da doença. “Também são maiores as chances de complicação, efeitos colaterais e o prejuízo social”, diz.

Alzheimer atinge 1,2 mi

Assim como a doença de Parkinson, o Alzheimer é raro entre jovens e, pro diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer, Vitor Pintarelli, precisa ser mais divulgado. “O ideal é que o problema seja conhecido a ponto de fazer com que as pessoas procurem precocemente o tratamento. Assim conseguimos melhores resultados e também capacitar a família pros cuidados que o paciente necessita”, destaca. Estima-se que 1,2 milhão de brasileiros tenham a doença.


“Sabemos que os quadros de Alzheimer com determinação genética podem iniciar em idade mais precoce. Em geral a doença aparece após os 60 anos, mas também temos casos aos 45. O que acontece é que muitas vezes o diagnóstico atrasa”, explica o geriatra Mauro Piovenzan, do Instituto Alzheimer Brasil.

Em geral, os primeiros sintomas são confundidos com o processo natural do envelhecimento, como falta de memória. “O paciente perde a capacidade de reter a informação nova. A doença se inicia onde são depositadas as memórias recentes. Mas com o passar do tempo os sinais vão evoluindo, com alteração na linguagem, desordem”, descreve Piovezan. Ele orienta que o sinal de alerta é o comprometimento das atividades diárias do paciente.

Depressão e insônia

A neurologista Marina Farah explica que o parkisionismo – caracterizado pela lentidão, rigidez dos membros, tremor e desequilíbrio – é apenas um dos sintomas da doença de Parkinson e a dificuldade motora demora em média de 10 a 15 anos pra aparecer depois do início da doença. Além disso, outros problemas são associados, como depressão, alteração no hábito intestinal, insônia e diminuição do olfato.


“Ainda não temos a cura então o tratamento melhora a qualidade de vida do paciente, com medicação e terapias complementares como fisioterapia, fonoaudiologia, atendimento psicológico. O diagnóstico precoce só traz benefícios”, comenta. Além disso, Marina destaca que não é possível eliminar todos os sintomas, mas em muitos casos eles reduzem significativamente.

Pra Paulo Rodrigo, o tratamento fez toda diferença. Ele conseguiu reverter parte dos danos ocasionados e reduziu o tremor que sentia pelo corpo. “Achei que iria piorar e agora só tremo nas mãos”, comemora. “Não fico parado. Além dos medicamentos, faço exercício todo dia, vou na academia ao ar livre. Ocupo meu tempo com atividade física”.

Matéria publicada no site Paraná Online

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