terça-feira, 8 de setembro de 2015

Senado aprova em comissão carga horária mínima de 2 horas de Educação Física por semana


A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto de lei que estabelece carga horária semanal mínima de duas horas para a prática de Educação Física em instituições de ensino fundamental e médio (PLS 249/2012).

Essa aprovação marcou, ainda, as comemorações do Dia do Profissional de Educação Física, lembrado no dia 1º de setembro.

O senador Romário (PSB-RJ), relator do projeto, parabenizou os profissionais da área e ressaltou a importância da prática de exercícios físicos para a saúde das pessoas.

“Parabéns e, da minha parte, muito obrigada a esses profissionais que foram tão importantes durante os meus 30 anos jogando futebol. Espero que, com a prática de esportes, possamos ter uma saúde bem melhor”, disse Romário.

Para o autor do projeto, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), há um crescente enfraquecimento da prática da educação física nas escolas. Além disso, segundo o senador, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) não determina a carga horária dessa disciplina, apesar de estabelecer a obrigatoriedade das aulas e os casos em que a prática de Educação Física é facultativa.

A votação na comissão foi terminativa e o texto agora segue para a apreciação da Câmara dos Deputados.

* Com informações da Agência Senado

Matéria publicada no site Romario.org

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Atividade física é o tratamento ideal para câimbras


Ao contrário do que se imagina, as câimbras que aparecem no meio de um exercício físico não são sinal de que a atividade é a causadora. Pelo contrário, ela pode ser a solução para quem sofre com o problema. 

Felipe Rocha, profissional de educação física e Fisioterapeuta da rede Just Fit de Academias explica que as câimbras aparecem nos indivíduos que não possuem uma nutrição equilibrada, não tem o condicionamento suficiente para a atividade proposta (muitas vezes até atividades cotidianas) e não está hidratado de forma salutar(sais minerais).

“A sensação de cãibra que aparece rapidamente e costuma melhorar depois de um tempo em repouso, pode ser um problema circulatório. E normalmente a atividade física regular pode ajudar a melhorar esses sintomas”, diz. O exercício físico regular adequa o organismo fisiologicamente ao stress e situações de desgaste, preparando a musculatura ao esforço, logicamente, sempre se aliando a hidratação e uma boa nutrição.

Para evitar os incômodos causados no momento da câimbra, Felipe Rocha deixa algumas dicas “Antes de começar qualquer exercício físico, realize exercícios de aquecimento, esteja bem hidratado, consuma água durante o exercício físico e descanse o suficiente entre as séries e seções de treino(dormir bem/se alimentar bem).

Matéria publicada no site Segs

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Para perder peso, é melhor cortar gordura do que carboidrato, diz pesquisa


Para perder peso, é melhor cortar gorduras do que carboidratos de sua dieta. Pelo menos é o que afirma uma pesquisa do National Institutes of Health, no Estado americano de Maryland, nos Estados Unidos. O estudo acompanhou um grupo de pessoas com dietas controladas ao monitorar refeições, atividade física e respiração de cada uma delas.

Ambas as dietas, analisadas pelo National Institutes of Health, no Estado americano de Maryland, nos Estados Unidos, levaram à perda de peso quando as calorias foram reduzidas, mas as pessoas emagreceram mais quando diminuíram a ingestão de gordura.

Os especialistas constataram, assim, que uma dieta pobre em gordura é a melhor alternativa para quem quer se livrar dos ‘quilinhos extras’.

A conclusão contradiz o argumento de que a restrição de carboidratos seria a melhor maneira de emagrecer, já que alteraria o metabolismo do corpo.

‘Processo químico’

“Quando você corta a ingestão de carboidrato, você realmente perde gordura, mas não tanto quando você para de comer gordura”, diz o responsável pela pesquisa, Kevin Hall, do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, nos Estados Unidos. No estudo, 19 pessoas obesas seguiram uma dieta de 2,7 mil calorias por dia.


Em seguida, durante um período de duas semanas eles tentaram dietas que cortaram a ingestão calórica em um terço, ora reduzindo carboidratos ora gordura.

A equipe analisou a quantidade de oxigênio e dióxido de carbono sendo expelido pelos participantes bem como a quantidade de nitrogênio na urina deles. O objetivo era calcular precisamente os processos químicos dentro do corpo.



Os resultados publicados na revista científica Cell Metabolism mostraram que seis dias depois do início da dieta, aqueles que reduziram a ingestão de gordura perderam em média 463 gramas de gordura ─ 80% a mais do que aqueles que só cortaram carboidratos, cuja perda média foi de 245 gramas.

Hall disse que não havia motivo “metabólico” para optar por uma dieta com baixo nível de carboidratos.


‘Dietas à risca’


No entanto, estudos sugerem que no mundo real, onde as dietas são menos rigidamente controladas, as pessoas podem vir a perder mais peso ao reduzir carboidratos.

“Se for mais fácil seguir uma dieta do que a outra, e idealmente de forma permanente, então é melhor que você escolha a dieta com a qual melhor se adapte”, afirmou Hall.


“Mas se a dieta com baixa ingestão de gordura for melhor para você, isso não será uma desvantagem metabólica”, acrescentou.

Susan Roberts e Sai Das, médicas da Universidade de Tufts, em Boston, no Estado americano de Massachusets, afirmaram que o debate sobre as dietas era fonte de “intensa controvérsia”.

Elas afirmaram que o estudo “desmascarou” a teoria de que dietas com baixo nível de carboidrato são melhores, mas o impacto disso a longo prazo ainda “não era sabido”.


“A mensagem mais importante agora é provavelmente de que alguns carboidratos são bons, especialmente os de baixo índice glicêmico e integrais”.

Segundo Susan Jebb, professora de Saúde Nutricional da Universidade de Oxford, “os pesquisadores concluíram acertadamente que a melhor dieta para a perda de peso é a dieta com a qual o paciente melhor se adapta”.



“Todas as dietas funcionam se você consegue se ater a uma dieta que corte calorias, independentemente de gordura ou carboidrato”, afirmou ela.

“Seguir à risca uma dieta não é tarefa fácil, especialmente dado o tempo que demora para perder peso”, acrescentou.


Matéria publicada no site BBC

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Whey Protein é realmente necessário?


Não existe um consenso entre especialistas sobre a necessidade de elevar o consumo de proteína na dieta. Para alguns profissionais, a alimentação sozinha é, quase sempre, capaz de fornecer os nutrientes necessários.

Febre entre frequentadores de academia, produto é uma forma prática de obter grandes quantidades de proteína.

No último mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de mais de vinte suplementos conhecidos como whey protein, amplamente usados por atletas, frequentadores de academia e outras pessoas que desejam ganhar músculos. A punição foi aplicada, pois testes revelaram que o rótulo de tais produtos apresentavam informações nutricionais incompatíveis com sua real composição.

A repercussão da decisão da Anvisa foi proporcional à quantidade de pessoas que vêm adotando o suplemento no dia-a-dia – enorme. O whey protein é o queridinho dos adeptos da musculação especialmente pela praticidade de se obter uma grande quantidade de proteína de uma só vez e pela promessa de resultados visíveis e rápidos para quem deseja conquistar músculos.

A maior parte do whey protein é composta por uma proteína geralmente extraída do soro do leite (também há suplementos de proteína obtida pela soja ou carne) que retém apenas as moléculas menores do nutriente, o que acelera a sua absorção. Gordura e carboidrato completam a composição. Normalmente, o produto é consumido após uma atividade física de força – sabe-se que a proteína, independentemente da fonte, é essencial para regenerar o músculo após um exercício intenso, ajudando a aumentar a massa muscular.

Não existe um consenso entre especialistas sobre a necessidade de elevar o consumo de proteína na dieta. Para alguns profissionais, a alimentação sozinha é, quase sempre, capaz de fornecer os nutrientes de que precisamos. “Nós não necessitamos de tanta proteína quanto parece. A importância da suplementação é mais um mito do que um fato”, diz Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein.

Segundo o nutrólogo, uma pessoa normal precisa de 1 a 1,2 gramas de proteína para cada quilo de seu peso total – ou seja, quem pesa 70 quilos deve ingerir entre 70 e 84 gramas do nutriente por dia. Se esse indivíduo é esportista ou deseja aumentar a massa muscular, essa quantidade pode aumentar para 1,2 a 1,4 gramas de proteína por quilo, o equivalente a 84 a 98 gramas de proteína ao dia. Essa quantidade pode ser encontrada, por exemplo, em dois filés de frango grelhados, 100 gramas de queijo minas e dois ovos cozidos.


Defesa

Especialistas favoráveis ao uso do suplemento defendem que chegar ao fim de um dia tendo consumido toda quantidade necessária de proteína em pequenas porções não é a maneira mais eficaz de conquistar massa muscular. Para eles, a diferença está em, além de atingir a cota, obter uma dose maior do nutriente de uma só vez e de forma que ela seja absorvida mais rapidamente.


Essa é a opinião de Stuart Phillips, especialista em nutrição esportiva do Grupo de Pesquisa em Metabolismo do Exercício da Universidade McMaster, no Canadá, e autor de uma série de estudos sobre o tema. “A alimentação é definitivamente capaz de sustentar a massa muscular e talvez promover o aumento dela, mas os suplementos são convenientes, pois são uma forma mais fácil e, em alguns casos, eficazes de conseguir proteína”, disse ao site de VEJA. Na opinião do pesquisador, a quantidade máxima de proteína ingerida por vez deve ser de 25 a 30 gramas – mais do que isso, o corpo não consegue absorver.

Matéria publicada no site Bonde

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Baixa umidade do ar requer maiores cuidados ao praticar atividade física


Para aqueles que não abrem mão de praticar sua atividade física, a alta incidência de raios ultravioleta somado aos baixos índices de umidade podem se tornar um sério risco à saúde.

Com o término do outono e chegada do inverno, a mudança de temperatura eleva o risco de doenças comuns nessa época, como resfriados, gripes, bronquites e amigdalites, alergias, entre outras.

Outro grande problema enfrentado principalmente nas regiões norte e centro oeste, é a baixa umidade do ar. Mato Grosso do Sul já sofre uma estiagem de mais de 40 dias e tem marcado índices de umidade relativa do ar inferiores a 30%, sendo que a Organização Mundial de Saúde considera críticos valores abaixo dos 60%.

Para driblar os efeitos da baixa umidade do ar, o Sul-Mato-Grossense já tem o seu “jeitinho” especial para lidar com toda esta secura. Toalha molhada no quarto, baldes de água espalhados pela casa, umidificador de ar, enfim, a falta de umidade afeta a saúde de todos e algumas dicas podem ser de grande valia.

Para aqueles que não abrem mão de praticar sua atividade física, cuidado, a alta incidência de raios ultravioleta somado aos baixos índices de umidade podem se tornar um sério risco à saúde.

A professora de educação física da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), Célia Cordeiro de Luna Vieira, orienta sobre a importância da hidratação, alimentação e horários alternativos para a prática de atividades físicas.

“Hidratação é fundamental, andar sempre com uma garrafinha d’água é uma boa pedida, optar por alimentos leves como verduras, frutas e água de coco também ajuda. Para os praticantes de atividades físicas, os melhores horários são aqueles que a umidade sobe um pouco, começo da manhã e ao anoitecer. Atividades aquáticas como natação e hidroginástica também são altamente recomendadas”, afirma Célia.

A professora também recomenda o uso de roupas leves, manter os ambientes limpos evitando acúmulo de poeira e consequentemente a proliferação de ácaros, além do uso de hidratantes corporais para a pele e soro fisiológico para a secura e irritação dos olhos.


Matéria publicada no site Idest


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O efeito dos suplementos


Ao chegar em um loja especializada em suplementos, bate a dúvida: em meio a infinidade de rótulos, qual é a melhor escolha? Seja para auxiliar o processo de hipertrofia ou na perca de peso, existem produtos que podem facilitar o processo, desde que indicados por um nutricionista e combinados com uma dieta saudável.

Sem a supervisão adequada, produtos podem ter efeitos indesejados.

Ao chegar em um loja especializada em suplementos, bate a dúvida: em meio a infinidade de rótulos, qual é a melhor escolha? Seja para auxiliar o processo de hipertrofia ou na perca de peso, existem produtos que podem facilitar o processo, desde que indicados por um nutricionista e combinados com uma dieta saudável.

Mas o seu uso indiscriminado pode ter efeitos indesejados, alerta Lucília Oliveira, nutricionista da academia Bodytech. “O famoso Whey Protein, por exemplo, em doses maiores do que o necessário pode se tornar tóxico e sobrecarregar os rins e fígado. Os eletrolíticos, por sua alta concentração de sódio, em excesso acarretam o aumento da pressão arterial”, explica.

Voltada para o estilo de vida saudável, a LifeStyle comercializa suplementos, alimentos, chás e temperos especiais. Sebastián Campos, sócio da loja, defende a ideia de que a mudança de hábito deve ser completa e consciente. “O esportista nunca deve tomar suplementação por conta própria ou indicação de amigos. É algo sério. Não adianta também tomar os produtos indicados pelo nutricionista e comer “porcarias””, diz.

Conheça alguns dos suplementos e sua ação:

• Suplementos de proteina: são voltados, principalmente, para ganho de massa muscular (reparo e crescimento dos músculos pós-exercícios físicos).
• Suplementos com aminoácidos: evitam que a reserva energética muscular de aminoácidos seja usada.
• Suplementos de carboidratos: indicados para atividades que durem mais de 90 minutos, otimizam a absorção de água e de bebidas esportivas.
• BCAA: muito utilizado em academias com a proposta principal de reduzir a fadiga central ou a percepção da mesma.
• Albumina e Glutamina: a albumina fornece todos os ami¬noácidos que o organismo necessita para a formação muscular e a glutamina participa na redução da fadiga e na me¬lhora da imunidade.
• Creatina: voltada a exercícios de explosão e curta duração, retarda o início da sensação de fadiga e aumenta a massa muscular.
• Termogênicos: potencializa o metabolismo do corpo e, por consequência, a perda de peso.
• L-Carnitina: promove a queima de gorduras dentro da célula.


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Ioga, treino funcional, crossfit ou muay thai? Repórter testa quatro modalidades e conta impressões


As novidades no mundo fitness são inúmeras, entre lutas, esportes, danças e musculação, as aulas são cada vez mais variadas. A vantagem é que qualquer pessoa pode encontrar uma modalidade que se adeque à rotina, a desvantagem é que a variedade pode nos deixar confusos na hora de escolher o que é melhor.

A repórter Ailim Cabral passou as últimas semanas testando algumas atividades físicas para contar em detalhes como funciona cada uma e fazer uma avaliação de todas.

TREINO FUNCIONAL

O que é?
É uma atividade que tem no corpo o principal equipamento. Os professores priorizam exercícios que usam somente o peso corporal e estímulos que podem partir do ambiente, sem a necessidade de usar aparelhos. Alguns objetos, como pesinhos, colchonetes e elásticos, costumam ser usados como suporte nos treinos.

De acordo com o personal trainer Ludhi Moura, as aulas ocorrem, geralmente, ao ar livre. Árvores, ladeiras e escadas fazem parte da sequência de exercícios. “O legal é que pode ser feito em qualquer lugar, o ideal é ao ar livre, porque a pessoa se exercita, toma um pouco de sol, tem contato com a natureza”, explica o personal.
A atividade é indicada para pessoas de todas as idades, pois não tem contraindicação e, segundo Ludhi, até mesmo quem tem lesões pode treinar. “A rotina de exercícios é adaptada as condições físicas do aluno”, acrescenta. Mulheres grávidas também estão liberadas para o treino funcional.
A duração das aulas depende da intensidade. O professor explica que, para pessoas com bom condicionamento físico, um treino de 30 minutos ininterruptos é suficiente. Já para aquelas que têm ou procuram um ritmo mais lento, a aposta é se exercitar por uma hora, com menos intensidade. Sobre perda de peso ou ganho de massa muscular, tudo depende do objetivo do aluno.

Perspectiva do aluno
O servidor público Alexis Turazi, 38 anos, tem o hábito de correr e, há três anos, começou a fazer treino funcional duas vezes por semana. Nas férias, aproveitou para realizar a atividade todos os dias. “Ela dá a oportunidade de trabalhar grupos musculares que geralmente ficam esquecidos na musculação tradicional”, explica.

Alexis diz que não pretende abrir mão do treino funcional por nenhum outro exercício. “Não é somente uma questão de emagrecer ou ficar forte, melhora a postura, o equilíbrio, a consciência corporal. Vai sempre variando os estímulos e nunca fica monótono”, garante.
“A minha perspectiva é de uma pessoa que está começando, já que passei o último ano sem fazer nenhum tipo de exercício. O que eu mais gostei no treino funcional foi a possibilidade de fazê-lo ao ar livre. A aula da qual participei foi na Ermida Dom Bosco e me exercitar olhando para o lago e sentindo a natureza foi um estímulo enorme, muito melhor do que uma academia com música alta e barulho de aparelhos. O treino é rápido e intenso. Em menos de 10 minutos, fiquei com muita sede e ofegante. É preciso ter força de vontade para continuar. Eu não indico para quem gosta de fazer exercícios em um ritmo mais lento ou que segue o próprio tempo, porque o professor fica ali o tempo todo incentivando, apressando, e não deixa você parar ou desistir.”

CROSSFIT

O que é?

O crossfit surgiu nos Estados Unidos na década de 1980, mas se popularizou nos anos 2000, quando os treinos começaram a ser divulgados na internet. As aulas costumam ter cerca de uma hora de duração e são divididas em aquecimento, mobilidade, parte técnica e W.O.D. (workout of the day), em português, treino do dia. De acordo com o coach e atleta Felipe Araújo, os exercícios misturam ginástica olímpica, levantamento de peso e atividades cardiorrespiratórias, como correr, pular corda, nadar e remar. “Nossos treinos são sempre variados, ou seja, todo dia nós fazemos algo diferente, a rotina é nossa inimiga”, destaca.
Felipe afirma que a atividade é indicada para “qualquer pessoa, desde criança de 8 anos até uma pessoa de 80. Sabendo, é claro, das individualidades”. Apesar de ser muito puxado, não existem restrições. Segundo o treinador, pessoas sedentárias ou que nunca fizeram atividade podem aderir ao crossfit, mas é necessário ir devagar e usar pesos mais leves.
O professor afirma que uma das maiores vantagens da modalidade é trabalhar com as 10 capacidades físicas que o ser humano tem. São elas: força, flexibilidade, resistência muscular, resistência cardio respiratória, potência, velocidade, agilidade, precisão, coordenação e equilíbrio. “Em nossos treinos, nós tentamos que desenvolver todas por igual”, explica. Os exercícios trabalham o corpo todo e tem como objetivo principal o condicionamento físico que, quando trabalhado em alta intensidade, leva a qualquer outro propósito, como a perda de peso e o ganho muscular.

Perspectiva do aluno
A estudante Laís de Melo Faria, 17 anos, faz crossfit há cerca de seis meses e conta que cogitou a possibilidade de desistir depois do primeiro treino. “Eu me assustei muito, tive certeza de que não daria conta de continuar”, conta, rindo. Depois de perceber que antes de fazer os exercícios com pesos tinha treinos dedicados inteiramente a aprender as técnicas, ficou mais confiante. Apesar de gostar bastante da atividade, a jovem não a indica para qualquer pessoa. “É puxado e você tem que gostar muito. Passar 50 minutos fazendo uma coisa difícil e que não te deixa confortável é impossível. Se a pessoa não gostar, não vai conseguir”, diz. A estudante optou pelo crossfit depois de ficar entediada com a rotina da academia. “O mais legal é que sempre tem uma coisa nova a cada aula, mais desafiadora, que te faz melhorar”, completa.

“O crossfit é um treino diferente, eu indicaria para pessoas que querem pegar ritmo rapidamente. Os exercícios são bem estimulantes, você é instigado a ser ágil e completar as séries no tempo determinado. As atividades são bem variadas e com vários elementos, uma aula nunca vai ser igual a outra e, depois que a gente se empolga, não tem vontade de parar.
Acho importante ressaltar que é bastante intenso, exige muito esforço físico e determinação. Essa foi a parte mais difícil para mim. Quando a aula começou, achei que não conseguiria fazer nada do que o professor estava falando e fiquei apavorada, mas, depois que se consegue finalizar uma série a sensação é ótima, de superação pessoal. Eu não indico para quem quer um exercício mais básico ou não gosta de se mexer muito e faz atividade física pensando somente na saúde.
Logo depois da aula, a parte superior das coxas (muito trabalhada nos exercícios que fiz com as barras e agachamentos) fica fraca e é difícil subir escadas e até dirigir. As pernas ficaram tremendo e, no dia seguinte à aula, a dor foi grande. Apesar do desconforto muscular, é uma atividade ótima. Deixa a gente alerta e com vontade de se exercitar cada vez mais.”

IOGA

O que é?

A ioga é vista como uma filosofia de vida que trabalha o corpo e a mente por meio de posturas e atividades que estimulam o equilíbrio e a meditação. Está relacionada a religiões orientais, como budismo e hinduísmo.
Segundo a professora de ioga e terapeuta ayurvédica Polyana Rodrigues de Carvalho, no Ocidente, a prática é considerada uma atividade física por trabalhar bastante o corpo. Existem várias modalidades, entre as mais tradicionais está a hatha, que tem subdivisões. Entre elas, está a flow ioga, uma das práticas mais dinâmicas e que mais forçam o corpo. Polyana explica que todas trazem os mesmos benefícios e buscam o mesmo fim: a meditação e o domínio da mente. A diferença é a intensidade dos exercícios e as posturas.
A ioga estimula a flexibilidade do corpo, aumenta o tônus, a definição e a força muscular. É uma prática que trabalha com a musculação isométrica e a perda de peso surge como uma consequência, não apenas dos exercícios, mas como resposta aos estímulos da prática no sistema endócrino, com as técnicas de alongamento e respiração. O ganho de massa muscular raramente faz parte da atividade.
As aulas duram, em média, uma hora, mas podem se estender por até 90 minutos. Não existe um mínimo de alunos. Crianças praticam uma atividade específica para a idade, mas a partir dos 12 anos podem fazer aulas com adultos. “É muito livre, é possível praticar diariamente e não existem turmas iniciantes ou avançadas. Todos podem praticar juntos”, afirma Polyana.

Perspectiva do aluno
Há oito anos, a publicitária Ananda Sues Tales Costa, 35 anos, pratica ioga de quatro a cinco vezes por semana e conta que a escolha pela atividade foi influenciada pela família, sempre ligada ao budismo. Apesar de reconhecer o emagrecimento e a definição dos músculos como uma consequência da prática, a maior vantagem física para Ananda é o alívio das dores. “Fico no computador direto e, no fim do dia, sinto algumas dores. Depois que eu vou para a aula, tudo passa e melhora. Qualquer mal-estar físico desaparece”, afirma. A publicitária não faz outras atividades e afirma que a ioga praticada por ela, bastante intensa, preenche a lacuna de exercício. Mas, para Ananda, o maior benefício é o espiritual. “É como se eu tivesse com Deus dentro de mim”, completa.

“A ioga foi muito surpreendente, achei que não sofreria tanto com a minha fraqueza muscular como nos outros exercícios, mas me enganei. As posturas exigem muito do corpo, é preciso ter força e equilíbrio para conseguir manter as pernas e a região abdominal sustentando todo o corpo em posições que fazem a gente suar.
A dor depois da prática é muito parecida com a gerada pelas atividades da academia ou das outras modalidades que testei. A aula é extremamente relaxante, as professoras tem voz suave e dão as instruções em voz baixa. O incenso, a música baixa e a iluminação (que muda dependendo da aula) ajudam a criar um clima de confiança e liberdade. É fácil se soltar. Durante o encontro, comecei a me sentir muito conectada comigo mesma, passei a ter consciência de cada pedacinho do corpo e da minha mente. Sentia os músculos se esticando e se contraindo e parecia que estava ativando todo o meu organismo para trabalhar de uma forma mais saudável.
É ótimo e saí de lá me sentindo leve. Não é uma atividade indicada para quem gosta de conversar enquanto se exercita nem para quem busca adrenalina e queima de gordura imediata. É um processo mais lento que não tem como foco a conquista de um corpo espetacular. Com os anos de prática, isso acaba sendo uma consequência de um organismo saudável.”

MUAY THAIT

O que é?

O muay thai é uma arte marcial que surgiu na Tailândia há mais de 2.000 anos e, no Brasil, também é conhecido como boxe tailandês. A luta incorpora técnicas de ataques com os pés, mãos e braços. Nos últimos anos, ganhou o gosto dos brasileiros e atualmente está entre as modalidades esportivas de luta mais procuradas, principalmente pelas mulheres.
Segundo o professor de artes marciais e lutador de MMA do Ultimate Fighting Championship (UFC) Renato Alves Carneiro, mais conhecido como Renato Moicano, o muay thai é indicado para pessoas de todas as idades, desde que haja moderação e respeito à condição física de cada uma. “No mesmo treino, é possível misturar lutadores profissionais, amadores e pessoas que estão ali pela atividade física. Basta colocar o aluno no lugar certo e garantir respeito entre os próprios praticantes e também aos limites individuais. O treino é igual para todo mundo, o que muda é a intensidade”, afirma.
As aulas costumam durar cerca de uma hora e podem acontecer com um aluno ou mais de 20. Renato explica que não existe número mínimo ou máximo. Tudo vai depender do espaço disponível para os treinos. O lutador acrescenta que a modalidade é ideal para quem quer perder peso, pois queima gordura muito rapidamente, e para quem busca condicionamento e resistência cardiovascular. Além disso, traz também a disciplina inerente às artes marciais e um estilo de vida mais saudável. Renato ressalta ainda os laços de amizade que sempre surgem durante as aulas.

Perspectiva do aluno
A vendedora Renata Zago, 28 anos, faz muay thai há quase um ano e conta que escolheu a luta por não gostar de malhar em academia e buscar uma atividade mais dinâmica. “Otimizo meu tempo: perco gordura, defino a musculatura e tudo isso sem ficar entediada”, afirma. Renata pratica a luta três vezes por semana, mas, quando o trabalho deixa, está na academia todos os dias.

Ela acrescenta que não se vê trocando a arte marcial por outra modalidade, a não ser os esportes marítimos. “Como não tem mar em Brasília, fico no muay thai mesmo”, brinca. Antes de se dedicar à atividade, Renata praticava capoeira e conta que se sente mais segura por saber os fundamentos básicos de uma luta. “É um esporte fantástico, tem tudo dentro de uma coisa só e eu me divirto fazendo”, completa.

Eu, repórter
“Preciso confessar que o muay thai foi a atividade que mais gostei. Além de ser dinâmica e variada, como o crossfit e o treino funcional, ajuda a descarregar as energias. Quando você é incentivado a dar chutes e socos e desafiar a sua força e a do colega (os exercícios são feitos em duplas) coloca tudo para fora. Além disso, a aula é divertida. O aquecimento é bem intenso e requer um pouco de coordenação motora, a minha não é das melhores e eu não consegui fazer até o fim. Mas o professor me falou que é importante para alongar os músculos e prevenir lesões.
Adorei os chutes e a parceria. Praticante o exercício em interação direta com outra pessoa faz a gente se sentir mais seguro e é um incentivo extra. No fim do treino, as minhas mãos e pernas tremiam pelo esforço, mas eu não tinha vontade de parar. Por mim, continuava a aula por mais algum tempo porque não me senti esgotada.
A principal desvantagem foi que, além das dores musculares normais que vêm depois de um exercício físico, tão intensas quanto dos outros treinos, ganhei alguns roxos nas pernas e nos braços. Os golpes são dados com equipamentos de proteção, mas, mesmo assim, a gente acaba com alguns machucados bobos.


Matéria publicada no site Saúde Plena


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